A trilha

Ontem tive a oportunidade de realizar mais uma meta da minha lista mental de coisas que quero fazer antes de morrer: trilha.

Fui convidada semana passada por uma amiga – obrigada Vivi – e incentivada por outra – obrigada Josi – a fazer a trilha de Naufragados, na Ilha de Florianópolis, Santa e bela (tenho que concordar) Catarina. Inicialmente fiquei meio assim, já que nunca tinha feito nenhuma na vida e ainda por cima com meu preparo físico de sofá e cama, mas acabei aceitando o convite.

O combinado era sair as 06
e meia da manhã, e como pessoa pontual que sou, coloquei o celular pra despertar, mas acordava a cada 2 horas pra ver se eram 05:45, ou seja, nem dormi. Ansiedade? Imagina e pra variar acordei 05:30, me arrumei, tomei café – pra não desmaiar na trilha e passar vergonha – desliguei o despertador e esperei a carona.

Saindo de casa com o kit sobrevivência dentro da mochila: celular, dinheiro, carteira de habilitação (vai que pedem), toalha, canga, chinelo e uma garrafa d’agua, partimos rumo ao sul da Ilha. O trajeto é bem tranquilo, mas tem que ficar ligado nas placas de entrada para o Ribeirão da Ilha, senão você se perde. Quando pegar a estrada do Ribeirão da Ilha, vai reto “toda vida”, como diz o mané da Ilha, e no final você encontra o estacionamento para a trilha. “Dex pila” e você tem direito a banheiro e ducha.

No começo da trilha, depois de subir um morrinho, me achei toda desbravadora superando os limites, já que nem cansei, mas mal sabia eu que tinham mais subidas pela frente. Pois é. Depois de pular pelas pedras – no estilo video cassetada – dos riachos que encontrei, com dor nas pontas dos dedos do pé por causa das descidas e quase colocando os bofes pra fora, finalmente chegamos.

giphy

Eu chegando na praia

Mas valeu a pena todo o cansasso.

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Fizemos a trilha que vai dar no farol, que também é pesadinha, mas a vista lá de cima é bem compensadora. Infelizmente o farol estava fechado e tinha bastante matagal – pra ser sincera, parecia meio desprezado – e acredito que não valeu muito a pena.

A praia: o mar é calmo, não tem muitas ondas, a água é super cristalina e bem, mas beeemmm gelada. A areia é extensa, só não tem muitos locais para ficar na sombra, mas existem os aluguéis de cadeira e guarda-sol.

Comida: existem dois restaurantes que servem o básico de frutos do mar. Não espere um banquete ok? Mas você também pode levar sua comida tranquilamente, é só escolher alguém trouxa forte pra carregar o isopor.

Ainda existe outra trilha que vai pro costão, onde tem piscinas naturais conforme a maré baixa. A entrada fica quase no final da praia, ai você segue reto, direita e direita (conforme a mulher do coco disse) e chega num gramado que dá pra ver tudo lá de cima. Só fica de olho nas possíveis vacas no caminho – e eu não to falando das periguetes. A descida/subida é quase 90º, ou seja, vá de tênis.

“Ah mas eu queria levar a minha mãe que não consegue nem subir o meio fio.”   Nesse caso, tem a opção menos aventureira, mas legal de ir de barco. Não sei quanto custa, porque nem cheguei a perguntar, mas não deve ser muito caro.

Saímos da praia umas 15 horas, e levamos 1 hora na volta. Sim, por minha causa. Sim, passei um pouco mal. Sim, a trilha na volta é mais pesada que na ida.

Dica 1: parem no quisque de madeira, que fica na trilha, onde vende caldo de cana. Foi o melhor que já tomei até hoje e a dona é um amor de pessoa;

Dica 2: levem o essencial na mochila, já que na volta ela parece que pesa mais;

Dica 3: aqueles e aquelas quem tem as coxas “ligeiramente grossas” como as minhas, use short de lycra mais comprido, senão tu vai andar que nem o caderudo depois;

Dica 4: pra quem gosta de fotografar, levem a câmera. Sério. Eu levei apenas meu celular e me arrependi;

Dica 5: coloque o celular dentro daqueles saquinhos que são pra tirar fotos debaixo d’agua, já pra evitar que molhem ou encham de areia. Dá pra carregar também o dinheiro e os documentos;

Dica 6: vá cedo para a trilha. Além de você aproveitar com mais calma, pega a praia quase vazia.

Como primeira trilha, posso dizer que adorei a experiência. Sempre tive vontade, mas nunca tive oportunidade e nem COMPANHIA pra não ir sozinha.

Recomendo para qualquer pessoa que esteja com ânimo para caminhar e conhecer um lugar no mínimo paradisíaco (fotos tiradas pelo celular, não me julguem):

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